Você já parou para olhar ao seu redor e se perguntar por que o nosso país, com tantas igrejas em cada esquina e templos imponentes, parece continuar enfrentando as mesmas crises sociais e morais? É uma questão que mexe com a gente. Afinal, se o cristianismo prega tanto o amor, a justiça e a paz, por que a nossa sociedade não muda de verdade? A resposta para esse incômodo pode ser mais profunda do que imaginamos. O problema não está em ter prédios bonitos ou em realizar grandes reuniões de domingo. O verdadeiro desafio é que temos enchido esses espaços de pessoas, mas esquecido de formar verdadeiros seguidores de Cristo.
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Pensando nisso, quero convidar você a refletir comigo sobre o que significa caminhar com Jesus de verdade. Se você deseja aprofundar ainda mais o seu entendimento sobre fé, psicologia e o seu potencial de transformação, convido você a conhecer os meus livros. Basta acessar https://danilohgomes.com/livros/ para conferir obras que foram escritas exatamente para ajudar você nessa jornada de crescimento pessoal e espiritual.
Para entender essa diferença, precisamos voltar os nossos olhos para a Palavra de Deus. Em Mateus 28:18-20, encontramos uma orientação clara e direta que nos foi deixada antes de Jesus subir aos céus:
“Então, Jesus aproximou-se deles e disse: ‘Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra. Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos’.” – Mateus 28:18-20
Note que a ordem não foi apenas para pregar ou acumular frequência em cultos. O chamado é universal e muito específico: ide e fazei discípulos. Fazer reuniões e ter prédios não é o problema. O problema é fazer reuniões ou ter prédios sem discípulos. Temos tantos religiosos neste país, mas ele não muda. Por quê? Faltam verdadeiros discípulos.
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Para entendermos onde estamos nessa caminhada, vale a pena olhar para dentro de nós mesmos com honestidade. Afinal, qual é a diferença real entre o incrédulo, o religioso e o discípulo? Vamos analisar isso com calma, usando a psicologia da nossa identidade espiritual.
Como é o incrédulo?
O incrédulo é simplesmente aquele que não tem interesse por Deus e vive independentemente da vontade revelada do Senhor. Para ele, a espiritualidade não ocupa espaço nas decisões cotidianas, guiando sua vida apenas pelos próprios impulsos e critérios humanos.
Como é o religioso?
Aqui é onde mora o maior perigo, pois o religioso age aparentemente como um cristão genuíno. Ele frequenta os cultos, conhece as tradições e até usa o vocabulário correto. No entanto, tudo se resume unicamente à aparência. O ego continua no centro da vida, exatamente como acontece com o incrédulo. Ele quer os benefícios de Deus sem assumir compromisso real com o Reino.
Como é o verdadeiro discípulo?
O discípulo, por sua vez, passa por uma verdadeira revolução interna. Ele compreende que seguir a Cristo exige entrega total, autoconhecimento e uma mudança drástica de mentalidade. Podemos descrever um discípulo através de pilares fundamentais:
- É aquele que tem Jesus em primeiro lugar a ponto de colocar a própria família em segundo lugar (Lc 14:26).
- É aquele que toma a cruz, ou seja, vive em obediência diária (Lc 14:27).
- É aquele que renuncia tudo quanto tem, reconhecendo que absolutamente tudo pertence ao Pai (Lc 14:33).
- É aquele que ama o próximo na prática, não apenas da boca para fora (Jo 13:35).
- É aquele que frutifica e transforma o ambiente ao seu redor (Jo 15:8; Mt 18:2,3).
Para deixar essa comparação ainda mais clara no seu dia a dia, pense em como cada um desses perfis reage às situações comuns da vida na comunidade de fé:
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- O religioso assiste ao culto; o discípulo entende o que é Igreja.
- O religioso busca ser consolado; o discípulo busca consolar os feridos.
- O religioso pensa em receber bênçãos; o discípulo pensa em dar e servir.
- O religioso murmura e reclama quando algo sai do trilho; o discípulo obedece e agradece.
- O religioso lê a Bíblia por obrigação; o discípulo ensina e vive a Bíblia.
- O religioso espera que orem por ele; o discípulo ora pelos demais incansavelmente.
- O religioso espera que lhe deleguem tarefas; o discípulo está pronto para assumir responsabilidades.
- O religioso apenas sonha com mudanças; o discípulo atua para que elas aconteçam.
- O religioso soma frequências; o discípulo multiplica vidas.
- O religioso se entrega em partes; o discípulo entrega sua vida por completo.
- Para o religioso, Jesus é apenas o Salvador que o livra do inferno; para o discípulo, Jesus é o Senhor absoluto de sua história.
- O religioso espera passivamente um avivamento; o discípulo é parte ativa do avivamento.
- Os religiosos são facilmente revolucionados pelo sistema do mundo; os discípulos revolucionam o mundo com o amor de Cristo.
- O religioso se conforma apenas em chegar ao céu; o discípulo se esforça com paixão por ganhar almas para o Reino.
Quando olhamos para essa lista, somos confrontados pelo Espírito Santo. Não se trata de carregar culpa, mas de despertar para o nosso verdadeiro potencial em Deus. Se você quer ir mais fundo nessa reflexão sobre o impacto da fé na mente e no coração, não se esqueça de dar uma olhada em https://danilohgomes.com/livros/ para encontrar leituras que vão transformar a sua perspectiva.
A transformação do nosso país, da nossa família e da nossa própria mente começa no momento em que decidimos parar de apenas assistir à vida cristã e passamos a vivê-la em sua plenitude. Jesus não nos chamou para ser espectadores confortáveis em bancos de igreja. Ele nos chamou para sermos sal da terra e luz do mundo. Que possamos, hoje mesmo, fazer essa escolha consciente e abandonar a religiosidade vazia em troca de uma vida autêntica de discipulado.
Agora, faço a pergunta que importa para o seu momento atual: você tem vivido como religioso ou como um verdadeiro discípulo? A resposta para essa pergunta está nas suas atitudes de hoje.
(Reflexão inspirada em sermão pregado pelo Pr. João M. Mantello, em 28/03/2021, em Araçatuba/SP).
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Sobre Danilo H. Gomes
Com mais de 1 milhão de e-books baixados no Brasil e no mundo, Danilo H. Gomes, autor best-seller conhecido por sua forma de escrever simples, profunda e cativante, vem rompendo barreiras no mundo literário, alcançando desde os leigos até os especialistas. Seu amor pelo desenvolvimento humano, em conjunto com seu conhecimento filosófico reflexivo e sua paixão pela psicologia, geraram mais de 70 publicações relacionadas aos mais variados temas. Danilo H. Gomes é marido de Débora e pai de Sarah.







